terça-feira, 24 de abril de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Sim, eu sei, quando vocês olham para o logo e leem o nome do site vem a cabeça a comida gaucha (o nome, para quem entende o jogo de palavras, do tche + chez...). Realmente, eu admito, meu objetivo inicial é transmitir algo a respeito da nossa rica culinária do Rio Grande do Sul. Mas eu jamais vou considerar isso uma amarra: não pensem que isso é um "blog sobre culinária gaúcha". Não é.
Terminado o tom de sermão, eu quero colocar uma receita de um doce feito pelo Francis Mallmann. Pra quem não sabe, o Francis Mallmann é um chef argentino aficionado por fogo. Não a chama do fogão da cozinha, mas aquele do carvão e da lenha, a brasa, e na parte de fora da casa, se possível. Aqueles que pregam o antiargentinismo que me desculpem: mas tem algo muito gaúcho, na minha opinião, nessa visão de culinária. Existe um reconhecimento das nuances de sabor que a brasa pode transferir para o alimento, e esse é um reconhecimento e um respeito que compartilhamos com os argentinos.
Mas, enfim, a receita. Não, não é um doce feito na brasa. Ao menos não necessariamente deve ser. O nome que o chef argentino dá é "Laranjas Queimadas com Alecrim". É um doce simples e que pode parecer estranho a primeira vista: mas confie, dá certo.
Pois bem, você vai precisar de:
*Uma laranja;
*Um punhado de folhas de alecrim fresco;
*Açúcar;.
*Iogurte natural;
- Com uma faca de legumes afiada, descasque, verticalmente, a laranja, e corte-a no sentido do comprimento (horizontalmente). Repouse as duas metades sobre um prato, com o lado cortado voltado para cima. Você pode retirar as sementes, mas não é algo tão necessário, elas são macias;
- Pegue as folhas de alecrim e espalhe sobre as laranjas, pressionando para que fiquem grudadas. Em seguida, polvilhe açúcar por cima, até cobrir toda a parte superior da laranja (a parte cortada), mas sem formar uma camada grossa demais;
- Aqueça em fogo médio~alto uma chapa de ferro ou uma panela grande do mesmo material, e cubra o fundo com açúcar;
- Quando o açúcar começar a derreter, coloque as laranjas com a parte cortada (onde está o alecrim e o açúcar) voltada para baixo, e deixe cozinhar por três ou quatro minutos. Pode ser necessário regular o calor: a parte cortada da laranja deve queimar, mas antes de produzir um odor amargo (existe uma diferença entre queimar e carbonizar);
- Retire da panela e coloque em um prato com a parte queimada voltada para cima. Regue com os sucos que sobraram na panela e acrescente o iogurte natural. Sirva quente.
É uma receita muito simples, como eu falei, mas saborosa: o queimado traz à boca uma nota amarga junto ao doce. O alecrim vem com um toque inesperado para a maior parte das pessoas. Não que ele seja forte demais, mas é bastante perceptível. Também, vale informar - e quando eu vi escrito no livro achei que era frescura -, essa receita produz uma razoável quantidade de fumaça. Não é obrigatório fazer na rua, mas eu não aconselharia se a cozinha não for bem ventilada.
É isso ai, uma receitinha legal de um "hermano" amante do fogo. Vale o respeito, nós só de nós gaúchos mas de qualquer um que esteja atrás de um pouquinho de emoção na culinária.
Terminado o tom de sermão, eu quero colocar uma receita de um doce feito pelo Francis Mallmann. Pra quem não sabe, o Francis Mallmann é um chef argentino aficionado por fogo. Não a chama do fogão da cozinha, mas aquele do carvão e da lenha, a brasa, e na parte de fora da casa, se possível. Aqueles que pregam o antiargentinismo que me desculpem: mas tem algo muito gaúcho, na minha opinião, nessa visão de culinária. Existe um reconhecimento das nuances de sabor que a brasa pode transferir para o alimento, e esse é um reconhecimento e um respeito que compartilhamos com os argentinos.
Mas, enfim, a receita. Não, não é um doce feito na brasa. Ao menos não necessariamente deve ser. O nome que o chef argentino dá é "Laranjas Queimadas com Alecrim". É um doce simples e que pode parecer estranho a primeira vista: mas confie, dá certo.
Pois bem, você vai precisar de:
*Uma laranja;
*Um punhado de folhas de alecrim fresco;
*Açúcar;.
*Iogurte natural;
- Com uma faca de legumes afiada, descasque, verticalmente, a laranja, e corte-a no sentido do comprimento (horizontalmente). Repouse as duas metades sobre um prato, com o lado cortado voltado para cima. Você pode retirar as sementes, mas não é algo tão necessário, elas são macias;
- Pegue as folhas de alecrim e espalhe sobre as laranjas, pressionando para que fiquem grudadas. Em seguida, polvilhe açúcar por cima, até cobrir toda a parte superior da laranja (a parte cortada), mas sem formar uma camada grossa demais;
- Aqueça em fogo médio~alto uma chapa de ferro ou uma panela grande do mesmo material, e cubra o fundo com açúcar;
- Quando o açúcar começar a derreter, coloque as laranjas com a parte cortada (onde está o alecrim e o açúcar) voltada para baixo, e deixe cozinhar por três ou quatro minutos. Pode ser necessário regular o calor: a parte cortada da laranja deve queimar, mas antes de produzir um odor amargo (existe uma diferença entre queimar e carbonizar);
- Retire da panela e coloque em um prato com a parte queimada voltada para cima. Regue com os sucos que sobraram na panela e acrescente o iogurte natural. Sirva quente.
É uma receita muito simples, como eu falei, mas saborosa: o queimado traz à boca uma nota amarga junto ao doce. O alecrim vem com um toque inesperado para a maior parte das pessoas. Não que ele seja forte demais, mas é bastante perceptível. Também, vale informar - e quando eu vi escrito no livro achei que era frescura -, essa receita produz uma razoável quantidade de fumaça. Não é obrigatório fazer na rua, mas eu não aconselharia se a cozinha não for bem ventilada.
É isso ai, uma receitinha legal de um "hermano" amante do fogo. Vale o respeito, nós só de nós gaúchos mas de qualquer um que esteja atrás de um pouquinho de emoção na culinária.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Boa noite. Eu falo noite por que para mim é - e normalmente será quando escrever aqui -, mas substitua o "noite" por "dia" ou "tarde", se for o apropriado.
Esta é a minha primeira postagem aqui no blog. Na verdade, acho que em qualquer blog. Não tenho certeza de como escrever em um, portanto, então peço paciência ao leitor - tentarei ser breve -.
Como "post" de abertura, me parece apropriado adotar duas posturas antes de falar do que eu queria. Em primeiro lugar, quero falar do blog. Eu quero, com ele, compartilhar receitas, videos, algum raciocínio gastronômico que pareça interessante e, se surgir a oportunidade, por que não, talvez até ter a humildade de indicar algum local? Vamos ver ao que isso me leva...
Em segundo lugar, quero fazer alguns agradecimentos. Se estou eu aqui, dando os primeiros passos na gastronomia, não foi apenas por eu mesmo. Não que a vontade, o esforço e a "coragem" - como alguns destacaram - não seja minha...eu apenas reconheço que existem apoios externos. Eu quero, portanto, em primeiro lugar, agradecer aos meus pais. Apesar da resistência inicial a profissionalização, sempre me incentivaram com material e mesmo o estimulo psicológico - e ainda queriam pagar o curso técnico, antes de eu descobrir que entraria na federal. Depois, um obrigado as minhas irmãs: mesmo as vezes não gostando ou tendo ressalvas quanto a alguma "invenção", também sempre apoiaram - e experimentaram -. A minha família, como um todo, bem como os meus amigos, também sempre tiveram a mesma postura. É impossível citar a todos, pois o texto já está longo aqui, então espero que ninguém se sinta preterido. Mas alguns merecem, pelo contexto, uma citação especial: Quero agradecer a minha amiga Gabriela, por praticamente me obrigar a fazer o blog, à Larissa, por ajudar a cunhar a expressão "tchez", ao meu amigo Matheus, pela ajuda no design dos cardápios das jantas sazonais (que, certamente, me ajudam a ter certeza do meu caminho) e, não menos importante, Deborah, que, com grande presteza, criou o logotipo que encabeça esta página. Valeu gente ; ).
Agora, vamos a última parte. Eu achei conveniente iniciar o blog hoje pois, justamente hoje, foi meu primeiro dia de aula no curso superior em Gastronomia. Só posso dizer que, felizmente, a primeira impressão superou as minhas expectativas! O curso parece bem pensado, a coordenação preocupada com uma formação intelectual de boa qualidade. Os colegas não estão crus: na minha quietude habitual de sala de aula, pude escutar comentários de algumas pessoas que pareciam saber no que estavam se metendo. A aula, ou o que pode se ter dela em um primeiro dia, me deu uma sensação de profundidade que me chamou a atenção: não é que eu tenha aprendido algo exatamente novo, mas significa que os assuntos tratados são, muitos deles, assuntos que só fui começar a ouvir há muito pouco tempo, em leituras, digamos, mais profundas.
E é isso. No final o que era pra ser o foco da postagem ficou reduzido, mas acho que ninguém iria querer um resumo da aula. Me desculpem, também, por algum eventual deslize de construção: eu me levantei da cama pra cumprir a promessa que fiz de lançar isso hoje. Espero colocar algo mais aqui novamente em breve. Enquanto isso, tenham todos uma boa noite : ). Isso se vocês não estão lendo isso de dia, por que ai...bom, vocês leram o começo do texto.
Um abraço o/
Assinar:
Postagens (Atom)
