sábado, 10 de março de 2012

Almoço orgânico no Del Barbiere


     Eu vou admitir que sou oportunista. Eu costumo pegar situações e conhecimentos recém adquiridos e apresenta-los como se fossem de meu domínio há tempos. É um defeito que eu tenho, que eu vou começar a tentar corrigir agora: eu nunca tinha ouvido falar no Del Barbiere até a noite da última quarta-feira. O restaurante é um pequeno bistrô quase na esquina da Rua Gerônimo Coelho com a Av. Borges de Medeiros, aqui em Porto Alegre. O chef e proprietário Marcelo Schambeck, de apenas 23 anos, abriu o restaurante anexo a barbearia dos pais - e dai vem o nome -. Não me cabe fazer um biografia dele - não por demérito, mas por uma questão de espaço -, mas tem uma coisa que interessa: todo sábado o Chef faz compras na feira orgânica do bom fim e cria um Menu Confiance baseado no que encontra por lá. Como o oportunista que já falei que sou, aproveitei o sábado pra passar lá, depois de dar uma voltinha no Mercado Público, e convoquei a minha amiga Gabriela para acompanhar.

     Pois bem, o restaurante tem uma fachada simples, limpa, no mesmo estilo geral da barbearia, logo ao lado.
    
     Entramos, anunciamos a reserva, e escolhemos uma mesa na parede. Rapidamente, nos foi trazido uma cestinha de um algo tipo nachos, crocantes e com uma pasta temperada. A Gabriela se atracou naquilo. Era bom, mas eu fiquei bem mais interessado quando veio a entrada: Uma salada de tomate orgânico, mini agrião, semente de abobora e queijo feta. Não falava no menu na parte de fora, mas tinha um pepino fatiado  também. Era bem leve, suavemente temperada e o queijo feta dava um toque mais salgado quando ele participava da garfada.


     Retirada a salada, logo em seguida veio o prato principal. Esse era - sem desmerecer a salada de maneira alguma -, mais interessante ainda: um coração de alcatra com azeite de manjerona, quiabo grelhado e purê de berinjela defumada. Eu corro risco de estar sendo ignorante ao falar fora do cardápio, mas eu acho que o fiozinho preto no prato era uma redução de balsâmico.


     Quando digo que era mais interessante o prato, eu digo em relação ao, digamos, "pisar fora do normal" que o prato principal fazia mais do que a salada. O purê de berinjela defumada tinha um sabor defumado forte - sem chegar no enjoativo - e tinha um toque apimentado. Harmonizava em potência, eu diria, como  resto do prato, mais suave. Se eu tivesse que fazer qualquer crítica, eu diria que achei o bife, na parte de fora, um pouquinho seco, mas não era nada que comprometesse: a Gabriela quereria ainda mais, achou ele um tanto vermelho.

     Por fim, veio a sobremesa. Uma tortinha de framboesa e morango com calda de hibisco. O calda de hibisco era suave, a nata no recheio não era doce demais - o que é ótimo, pois estamos falando de morango e framboesa - e a massa da torta não tinha nada de massuda, se partindo conforme era atacada pelo garfo. Acompanhada de um café (só eu, porque a Gabriela não toma), um ótimo jeito de terminar a refeição.

     Terminada a festa, uma hora depois, fomos pagar, no caixa ao lado da cozinha aquário, que a Gabriela tirou uma foto e depois ficou morrendo de vergonha.


     Isso tudo, mais uma água e o suco do dia (laranja com maracujá) deu R$ 134,60 reais. Não posso dizer que é barato. Mas foi uma refeição saudável, suave (saímos de lá satisfeitos, mas não enfastiados), bem atendida e com um ambiente agradável. Valeu o preço. Eu sai com a pretensão de voltar e sem qualquer peso no bolso.

6 comentários:

  1. Hum...bom saber de tudo isso colega!! =)

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    1. Há, eu aproveitei o fresco na mente pra testar né. Pra mim também foi um achado ótimo! ^^

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  2. Hahah! Adorei a parte de ser "oportunista". Somos dois então... Grande recomendação, Jonas! Adorei!

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  3. Bem, já que participei desse passeio gastronômico, recomendo o lugar. Embora nao tenha um vasto conhecimento alimentar, gostei muito dos pratos que foram servidos, o ambiente é bem agradável e o atendimento é bem pessoal, permitindo que vc usufrua da comida e da companhia sem a loucura que ambientes maiores acabam gerando muitas vezes. Uma proposta diferente para aqueles gostam de aguçar o paladar com novas experiências! :D
    ps. nao me atraquei nos "tekitos"!

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    1. Eu estava me perguntando quem seria até chegar na parte dos "tekitos"...viu, a palavra que procurávamos era nachos, nem era com T! auahuhauh. E tu te atracou sim, mas não tem problema ;)

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  4. Douto colega:

    Tirando o preço, que está muito além de minhas parcas possibilidades, gostei de todo o relato.

    Faço votos que continues sendo oportunista e nos brinde com suas experiências gastronômicas.

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